“PEDE À MÃE QUE O FILHO ATENDE”

0 comments
“PEDE À MÃE QUE O FILHO ATENDE”

Maria é a Mãe de Deus e também a nossa Mãe. Nossa Senhora é medianeira de todas as graças; e a maior delas é Jesus. Se Ela foi a escolhida, “cheia de graça”, e nos trouxe a maior graça, que é Jesus, imagine as outras que Deus vai nos trazer pelas mãos dela!

São Bernardo, no século XII, chamava Nossa Senhora de “Onipotência Suplicante” não por natureza, mas por graça, porque ao seu pedido o Filho sempre responde. Em inúmeros momentos da Igreja fica evidente a maternidade espiritual de Nossa Senhora, como exemplo podemos citar: nas bodas de Caná, quando Jesus transforma a água em vinho; no Cenáculo, quando Maria foi responsável por encorajar os discípulos que ainda estavam com medo; e por invocar a presença do Espírito Santo sobre eles (At 1,14. 2,1-47). No livro “A virgem Maria”, de São João Paulo II, ele escreve: “Seguindo o exemplo dos antigos cristãos do Egito, os fiéis entregam-se àquela que, sendo Mãe de Deus, pôde obter do divino Filho as graças da libertação dos perigos e da salvação eterna ”. São Luís vai dizer: “Deus reuniu todas as águas e chamou de mar, reuniu todas as graças e chamou de Maria”. Santo Irineu diz: “A humildade e a obediência de Maria desataram o orgulho e a desobediência de Eva”. Santo Agostinho já dizia: “Maria é Virgem antes, durante e depois”; Maria é Virgem perpétua!

A mulher de Apocalipse 12 é representada “vestida com o sol, tendo a lua debaixo dos pés, e sobre a cabeça uma coroa de doze estrelas”. Essas características não são só enfeites, mas transmitem uma mensagem, que se esclarecem a partir da leitura de São Luís Maria Grignion de Montfort, Tratado de Verdadeira Devoção à Ssma. Virgem: “Mas o poder de Maria sobre todos os demônios brilhará particularmente nos últimos tempos, em que satanás armará ciladas contra o seu calcanhar, ou seja, contra os humildes escravos e pobres filhos, que Ela suscitará para lhe fazer guerra. Essa vitória será tão grande que chegará a esborrachar lhe a cabeça, onde reside o seu orgulho”.  Para nós, filhos de Maria, sempre haverá o recurso à uma Mãe extremamente zelosa e amorosa, para que nos dê força, conselho, fidelidade e coragem para levarmos a nossa Cruz e esmagar a cabeça do pecado e da morte.

Neste mês também celebramos aquela que Deus nos deu como Mãe espiritual da Comunidade Verbo Eterno, Santa Rita de Cássia, intercessora diante de Deus das causas impossíveis e dos casos desesperados. Santa Rita é um astro refulgente da Igreja e uma pérola preciosa diante de Deus. Desde seu nascimento foi presságio de futura santidade, quando os Anjos anunciaram aos seus pais já idosos, de que teriam uma filha. Filha exemplar na obediência, abnegação e paciência; Esposa sem igual, mãe dedicada e viúva sem mancha; Consagrada a Deus pelos votos religiosos, dedicou-se com todo fervor à prática das virtudes, rigorosas mortificações e contínua meditação das dores e sofrimentos do Redentor. Dedicada inteiramente aos exercícios da caridade, humildade e obediência. Fiel serva do Senhor na oração, na adoração ao Santíssimo Sacramento e na contemplação de seu amado Crucifixo, de quem recebeu o estigma em sua fronte. Depois de terdes enaltecido e santificado com vossas heroicas virtudes todos os estados de vida: donzela, esposa, mãe, viúva e religiosa, deixando em todos eles exemplos admiráveis para imitar, merecestes após a vossa morte o título de advogada das coisas impossíveis, por mais desesperados que pareçam. Santa bendita em troca do amor que vos devotamos e como Mãe espiritual de nossa Comunidade, clamamos proteção e força para vencermos estes tempos de grandes tormentos.

E a Vós Mãe de Deus e nossa Mãe, Virgem santíssima, recorremos ao seu Imaculado Coração, para que seja refúgio, proteção e amparo para os nossos tempos; fortaleza na fé, coragem na tribulação e viva esperança.

Manuel Lopes de Freitas, CCVE  –  Fundador da Comunidade Católica Verbo Eterno (CCVE)

 

 

Leave a Reply

You must be logged in to post a comment.