Amor e Misericórdia

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Amor e Misericórdia
Chegou a hora em que o Pai se debruça sobre o seu Filho pra nos revelar o seu Amor e Misericórdia, na Paixão e Morte de Nosso Senhor Jesus Cristo.
A diversidade extraordinária do rosto nos torna facilmente reconhecíveis no ambiente social em que vivemos, favorecendo o reconhecimento e a descoberta do outro. Numa civilização ferida pelo anonimato e, simultaneamente, obcecada pelos detalhes da vida alheia, pela busca do prazer e de alegrias finitas.
 Todo cristão deve ter um olhar como os olhos de Deus sobre a humanidade, sobre a realidade, CRIADA, até ver o invisível (cf. Hb 11,27) e ver neles, a humanidade, a imagem de filhos de Deus.
Os olhos abertos e vigilantes tecem em nós a revolta contra o absurdo de um sofrimento inocente e injusto, a guerra resultado do ódio, a sede de justiça, a grande injustiça de todos, e nos impedem de orientar-nos exclusivamente para dentro. Na descoberta de nós mesmos.
Os homens se esquecem daqueles que sofrem porque são pobres de fé, vivem solitários, sofrem violências, e se encontram nesta estrutura gigantesca, que são as grandes cidades, que sufoca e oprime.
Impedem as pobres criaturas, homens e mulheres, de saberem que são filhos amados de Deus, que têm um Pai que é Senhor de todas as coisas e toda a matéria deste mundo pertence a Ele, nosso Pai.
O pobre de espírito não sabe quão precioso é aos olhos de Deus, por isso, rouba, mata, por otro, sem ver o verdadeiro tesouro que é o Amor de Deus.
Amor que nunca acaba, correm como mendigos do amor à procura de algo, que só em Deus podem encontrar. Nunca buscam e assim, nunca encontram.
A miopia dos nossos olhos não deixa que o nosso olhar se firme em superfície onde a mediocridade, a superficialidade e diversidade encontram morada. “Deus limpa, enriquece e ilumina a alma comportando-se como o sol, o qual, com os seus raios, enxuga, esquenta, embeleza e ilumina.”   São João da Cruz. Cântico Espíritual B,32,1
Ana Alice, CCVE

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